Esses dias comecei a me concentrar em coisas que estou descobrindo que gosto (!!!) e finalmente estou querendo começar a achar um rumo para as coisas que faço. Mas, ainda assim, o que mais me incomoda, de verdade, é ter (no caso, não ter) apoio da minha família pra seguir o caminho que escolho. Sei lá, minha mãe parece que se importa com o que quero, mas a única coisa que ela me cobra é eu ter um emprego estável e que dê grana, mesmo que não me deixe satisfeita. Sei lá, tenho horror a essa sociedade que cobra que pra sermos bem sucedidos temos que ter muito dinheiro. E eu não acho isso… prefiro um emprego que eu realmente goste que pague 2 mil do que um emprego que eu odeie e que pague 10 mil. As pessoas não entendem que satisfação é mais importante do que grana. Mas, obviamente, o ideal seria ganhar bem por algo que gosto de fazer.
Pelo que andam sendo meus dias, esse deveria ser somente mais um post grande, gordo e emo. Ok, provavelmente vai ser, já que a única coisa que faço bem é mesmo reclamar, certo?
Poderia começar pelo meu trabalho, porque isso de ser freela tá me estressando horrores. Tipo, horrores mesmo. Me cobram como se eu fosse uma funcionária, mas não me tratam como uma. E dias não trabalhados significam dias não recebidos. No primeiro mês foi ok, nada mudou, mas depois as coisas começaram a complicar. Se as coisas continuarem como estão, eu vou acabar é caçando algum outro trampo.
Outra coisa que me bateu esses dias, que eu andei pensando, é como não sinto a menor saudade de fases da minha vida. Posso sentir falta de certas coisas, como ir todo feriado pra fazenda do meu avô, ou de certas pessoas, que acabei deixando de conviver. Mas da época, não. Eu sempre fui extremamente anti-social, e nenhuma fase da minha vida foi boa o suficiente pra eu querer que ela continuasse sendo o que é. E isso porque eu sou taurina, adoro coisas estáveis e tenho pavor a mudanças, e mesmo assim, tenho necessidade de estar sempre refazendo tudo à minha volta pra ver se minha vida melhora, mas, por mais que melhore, ela acaba piorando de novo, ou mesmo nunca fica boa o suficiente.
Na verdade, posso colocar que na minha “insatisfação com a vida”, 60% seria na parte “profissional”. Não somente no meu trabalho, quando digo “profissional”, é mais do que quero fazer dela. E isso acaba influenciando outras coisas, e me deixa infeliz com as coisas que faço, de maneira geral. Aí as coisas vão, e simplesmente deixo o momento passar, porque não faz falta. Mas aí quando vejo, passaram também as pessoas e coisas, e essas fazem falta.
Esses dias parei para pensar nas pessoas que acabei deixando passar, e algumas delas fazem tanta, mas tanta diferença, que eu mesma fiquei assustada, e trsite, porque talvez nunca disse isso pra algumas delas. E talvez seja tarde demais para dizer. E isso entra nos outros 40% de frustração.
Sim, post emo e reclamativo, mas e daí?
