A gente passa dos 25 e começa a sentir a podridão da idade chegando, hehe. Sim, estou exagerando, eu sei que estou muito nova pra reclamar. Mas eu já fui ao médico 4 vezes esse ano, e a cada uma, eu descobri alguma coisa bizarra na minha saúde. Lordose, escoliose, colesterol alto e certas coisas que não vou comentar porque não sou obrigada, né? Imagina quando passar dos 30. Uau. Mas enfim, desde que me mudei pra SP, as bactérias nativas parecem ter algum problema comigo.
Minha relação com SP tem sido de amor e ódio. As coisas boas e ruins se equiparam numa proporção tão igual, que juro que não sei dar uma opinião sincera se gosto daqui ou não.
Coisas boas:
- É uma grande metrópole, onde todos os shows, exposições e eventos legais acontecem. Por isso, nunca falta o que fazer, e tem de tudo, de parques a shoppings, de baladas a museus, em todos os preços (inclusive de graça).
- Tudo que você precisa, você acha, do mais barato ao mais caro. Seja na 25 de Março, na Santa Efigênia, na Liberdade, ou mesmo em algum das dezenas de shoppings, feiras, mercados e galerias que têm por aqui.
- Tem metrô, que funciona, e é integrado ao sistema de ônibus – bilhete único é uma benção: em duas horas você pega quantos ônibus quiser pagando apenas uma passagem, ou metrô e ônibus pagando meia passagem na segunda condução.
- Mercado de trabalho para design: meu salário é o triplo do que eu ganhava em Belo Horizonte, e as condições de trabalho, muito melhores. Eu tenho um mac!
- Energia elétrica é bem mais barata que em BH. E tem gás encanado, que também sai mais barato do que comprar botijão.
Coisas ruins:
- O tempo é bizarro. Muda a cada 2 horas. Sério. Tem que andar com casaco e guarda chuva na bolsa, porque nunca se sabe o que vai acontecer. Fora que o frio é FRIO.
- O ar é poluído e cinza. Não dá pra ver o horizonte porque só existem prédios. As marginais Tietê e Pinheiros (onde trabalho) fedem. E em dias quentes fedem muito mais.
- Tudo é longe… afinal, a cidade é grande. A idéia é achar as coisas na sua região, pra não precisar se deslocar muito.
- O trânsito é uma porcaria. Tipo, sem noção. Tem dias que não anda mesmo. E em horário de rush os coletivos ficam lotados. E se você der sorte, ainda pega o trem com a torcida do Corintians. Ainda bem que vou andando pro trabalho.
- Aluguéis são caros. Umas 3 vezes mais caros que em Belo Horizonte. Restaurantes idem.
Coisas neutras, mas que eu só vejo aqui:
- As pessoas têm muitos bichos de estimação. Todo dia na rua vejo alguém com um ou mais cachorros. Em parques, no fim de semana, é tipo um desfile.
- Sabe aqueles otakus que a gente só costuma ver em convenção de anime? Aqui em SP eles ficam na Liberdade todo fim de semana, inclusive vestidos de cosplay.
- Muitos gays. MUITOS. Ou eu que ando em lugares onde os gays gostam. Possível.
- Os paulistanos chamam sinal de trânsito – semáforo – de farol. E eles ficam do outro lado da rua nos cruzamentos.
- Se BH tem buteco em cada esquina, aqui tem uma padaria. E uma pizzaria.
Apesar de tudo, continua sendo Brasil. Só que com mais filas. Porque, afinal, são 15 milhões de pessoas.
3 comentários para “Jeito paulistano de ser”
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Hum… deixa ver se entendi. Voc~e ganha três vezes mais, mas paga de aluguel três vezes mais? É sério o caso. Quer um conselho, amiga, se um dia conseguir muda para o Rio de Janeiro. Esse lugar é perfeito!
As coisas aqui indo… assim que tiver notícias, aviso.
Bjinhos. Tammy
pegar o trem com a torcida do Corintians deve ser realmente uma experiência engraçada…
SP é caótica, neurótica, estressada, apressada, lotada, mas não há como nao gostar daqui.
Aqui tem tudo, e a nao ser que vc esteja a procura de nada.. aqui [apesar de tudo isso] é um bom lugar pra se viver.
e todo mundo que vem pra cá tende a fazer essas lisitinhas xD
é quase de prache
ps: nao tendi a história do semaforo, ahuehuheuahea xP