Fiz duas coisas semana passada que já estava demorando pra eu fazer: ir à praia e me matricular na academia.
Fazia quase uns 10 anos que eu não ia pro litoral (sim, 10 anos… tinha 16 anos quando fui pela última vez, em Janeiro de 1999), e esse fim de semana um amigo de um amigo chamou eu e o Ig para irmos pra Boracéia, onde a família dele tem uma casa.
O tempo não estava dos melhores, fez pouco sol e a água estava gelada, mas deu pra andar na praia, catar conchinhas, molhar os pés e brincar com um siri. Fora o churrasco e o RPG, diversões à parte. =D Pena que esqueci de tirar fotos (essa do lado é uma googada pelo nome da praia)…
A academia eu estava enrolando a matrícula desde que entrei na Abril. Sempre ficava naquelas de ‘não vou ter tempo’, ‘vou fazer caminhada por minha conta’, ‘tenho que fazer exame médico’, etc. Resultado: os meses se passaram e a ociosidade tomou conta da minha vida. XD Enfim, nada saudável. Fora que a matrícula na academia tem desconto se você entra junto com alguém, e nessa de ‘esperar alguém’ pra entrar comigo, fui adiando mais ainda. Mas aí, acabei conseguindo alguém pra entrar junto, me disseram que teria 30 dias pro exame médico e o horário era bem flexível (posso fazer aulas ou usar aparelhos no horário que eu quiser). Enfim, fui lá e fiz a bendita matrícula. Como eu não tinha cheques, paguei 6 meses à vista. Ou seja, incentivo eu tenho, porque já está pago e não quero perder o dinheiro… hehe. Já fiz um dia de musculação e hidroginástica. Comprei maiô, touca, óculos e tênis. Agora é ficar em forma (e, se deus quiser, sentir menos sono e dor nas costas). o/
Complementando o último post, sobre ser freelancer.
Muita gente tem dificuldade em calcular quanto cobrar por um trabalho. O ideal, eu acho, é cobrar por hora. Se você sabe mais ou menos quantas horas vai gastar para fazer aquele determinado trabalho, você multiplica pelo seu preço de hora e tem um valor estimado. Mas sempre cobre a mais, porque 100% dos clientes vão querer barganhar esse valor.
Pra calcular o custo da sua hora, você deve somar TODAS as suas despesas básicas (material, luz, internet), e a partir daí, colocar seu preço em cima. Se sua hora básica custa 10 reais (ou seja, 10 reais pagam todas as suas despesas naquela hora), você vai cobrar 10 + X, sendo X o seu salário. Se você cobrar 10, vai trabalhar de graça, pois isso vai cobrir apenas despesas que você já teve para fazer aquele trabalho (espero não estar sendo redundante).
Vamos dar um exemplo: você tem que fazer um desenho, que você sabe que vai te tomar cerca de 2 horas. Você cobraria 20 reais (horas básicas) + 100 reais (valor do trabalho em si – 50 reais a hora, seu salário) + 30 reais (valor de negociação), que dá um total de 150 reais. Se o cliente chorar, você faz 140. Se chorar mais, você faz 130. Aí ele vai querer 120 e você fecha o negócio pelo valor apropriado. Não estou dizendo que esses são os valores que você vai cobrar de verdade. Apenas você, e mais ninguém, sabe o valor da sua hora, e do seu trabalho.
Update: Esse valor de hora básica só vale se você trabalha em casa e usa seu próprio material. Existem empresas que contratam freelas e os chamam para trabalhar na própria estrutura, e já têm um valor fixo de hora ou dia para esses profissionais. Cabe a você decidir se esse valor vale a pena para aceitar o trabalho.
Se optar cobrar por trabalho, você pode fazer uma tabela de preços com as coisas mais comuns que as pessoas te pedem, e cobrar mais ou menos de acordo com a complexidade/tipo de trabalho. Mas, no mesmo caso da hora, sempre cobre aquele mínimo de despesas e a margem extra para negociar.
Mais alguma diquinhas básicas de sobrevivência:
- Um desenho para o logo da lojinha da esquina, vale bem menos que um para a campanha da Coca-Cola. Assim como um texto para o jornal do bairro, vale menos que um para a Folha de São Paulo. Tenha em mente o tipo de cliente na hora de colocar um preço.
- Não adianta um valor muito alto pra um cliente que não tem como te pagar, mas também não aceite trabalhar por qualquer coisa, apenas para trabalhar. Lembre-se que você precisa do cliente, mas ele precisa mais de você. Nada mais frustrante que ralar igual um condenado e receber mixaria. Trabalhar por ‘divulgação’ é furada (a não ser que você esteja fazendo um favor para um amigo ou um projeto pessoal, trabalhar de graça não vale o stress). Até porque, empresas sérias pagam pelos trabalhos, mesmo que não os usem.
- Nunca pegue algo que você não dá conta de fazer, mesmo que o cliente pague bem. Honre seus compromissos. Se não você queima seu filme, e perde um bom cliente que poderia te chamar mais vezes.
- Não adianta querer pegar grandes clientes sem ter um trabalho realmente bom, e conhecido (é por isso que um desenho do Ziraldo vale mais que o meu).
- Se o cliente quer nota fiscal, lembre-se que você pagará impostos (e deve incluí-los no custo do seu trabalho).
- Se o prazo é apertado e você terá que virar a noite, cobre adicional noturno.
- Algo que será publicado uma vez, custa bem menos que algo que será publicado várias vezes, ou em uma tiragem bem maior. Saiba negociar os direitos de reprodução da sua imagem/texto, ou que for. E tenha isso registrado por escrito em contrato. Se não você faz um desenho para sair num canto de página, ele aparece na capa, e você não recebe nada a mais por isso.
- Nunca (repito, NUNCA) entregue seus originais para um cliente. Ele está pagando pela criação e reprodução da imagem, não pela obra original. Se você quiser vender seus originais, cobre um preço à parte, como se vendesse uma obra de arte.
- Se um cliente não gostou do seu trabalho, e pediu para você mudar (e acredite, ele VAI PEDIR), engula o orgulho e MUDE . Você está fazendo algo pra ele, e não pra você. Mas lembre-se de incluir um certo número de mudanças no orçamento escrito, para que ele não abuse desse recurso (lógico que mudanças mínimas podem ser feitas de graça). A partir desse número, cobre um adicional a cada mudança pedida. Isso evita mudanças desnecessárias ‘só pra ver como vai ficar’. Se o cliente quer que você refaça o trabalho, você pode pedir um adiantamento antes de mudar, porque se não, corre o risco dele simplesmente desistir de você e não querer te pagar.
- Seja gente boa, aceite críticas, saiba argumentar, mas sem parecer arrogante. O cara pode ser o maior idiota do mundo, mas ele está te pagando, certo? Coloque-se no lugar dele: se você estivesse contratando alguém pra trabalhar pra você, talvez você agisse igual. E mesmo que você nunca mais vá trabalhar com ele, tente manter boas relações, ou ele pode falar mal de você para outro cliente em potencial.
Update 2: Dois sites indicados pela Julia Morena, em comentário no post anterior, que podem dar uma ajudinha: freelanceswitch.com (em inglês, mas tem tudo que um freela possa precisar, inclusive ofertas de trabalho no mundo todo) e efetividade.net (várias dicas para otimizar seu trabalho ou facilitar sua vida profissonal – em casa ou em escritório). Dei uma olhada neles, sem me aprofundar muito, mas acho que ambos merecem uma visita.
Esses dias eu li uma matéria na revista Gloss, e depois a Tati fez um post no blog dela sobre ser freelancer. A princípio, parece uma coisa boa: trabalhar em casa, fazer seus horários… mas também tem seus problemas, como trabalho num mês e no outro não, nenhuma garantia trabalhista, atrasos no pagamento. Por isso, antes de largar seu emprego ‘normal’ e seguir como freela, é necessário ter alguns cuidados.

Charge: freelanceswitch.com
- Um bom portfolio fala mais que mil palavras. Tenha sempre uma boa amostra (sempre os MELHORES) de seus trabalhos, e mantenha-se atualizado. Não coloque no portfolio trabalhos que você não quer fazer e seja coerente no tipo de trabalho mostrado para cada cliente. Não adianta mostrar página de quadrinhos de super herói para agências de publicidade, ou ilustrações adultas para editoras infantis.
- Ter uma poupança é fundamental. Você precisa se manter até receber o primeiro pagamento, certo? Por isso, faça as contas de quanto você precisa para viver em um mês e junte o dobro disso. Só assim você estará seguro caso o primeiro pagamento demore. Tem empresas que só pagam 30 dias após o recebimento do trabalho, ou te colocam na folha de pagamento do próximo mês. Trabalhos para órgãos públicos, podem demorar até 2 meses. Por isso, ter uma grana guardada é algo necessário. E não só para começar. Guarde sempre o que ‘sobrar’, para meses que o trabalho for escasso.
- Lembre-se que freelancers não têm nenhuma garantia trabalhista do governo. É bom recolher INSS por sua conta, nem que seja o mínimo. Caso você sofra um acidente e não possa trabalhar mais, pelo menos um salário mínimo de pensão está garantido. Fora que um dia você poderá se aposentar.
- Algo MUITO importante: organize seu tempo. Tenha hora para acordar, pra começar e para parar. A não ser que seja algo muito urgente e você precise virar uma noite, não faça disso sua rotina. E tente não ficar de pijama o dia todo. Você está em casa, mas não está de férias.
- Faça contratos com seus clientes. Não aceite nada no boca a boca. Faça orçamentos, imprima ou envie por e-mail para o cliente aprovar, sempre por escrito. Tenha TUDO registrado. E sempre coloque data de validade no seu orçamento (até 30 dias).
- Acerte muito bem as datas de entrega do trabalho e de pagamento. Dependendo do serviço, cobre uma parte adiantado. Acerte preço de modificações no trabalho fora do combinado. Você pode comprar um gerador de boleto bancário para enviar para os clientes com vencimento na data marcada para o pagamento. Daí, caso ele atrase, o banco cobrará multa e juros. Alguns cliente exigem nota fiscal do serviço, veja se você tem condições de oferecer isso (é necessário abrir empresa, ou usar a de alguém que você conheça, e claro, pagar impostos).
- Se quiser tirar férias, se organize com antecedência, junte dinheiro, e procure tirar a folga em uma época do ano em que você seja menos procurado (para não acabar perdendo um trabalho bom ou um cliente).
Bom, essas são as minha dicas, pelo que já vivi, e por vários amigos que trabalham como freelas. Espero ajudar alguém com elas. Não, eu não trabalho mais como freela, eu sou designer auxiliar do site da revista Super Interessante. Mas nunca se sabe o dia de amanhã, né? hehe
Update: passeando no google eu achei esse site freela.com.br, onde vários profissionais freelas colocam seus portfolios diponíveis por categorias e há várias ofertas de trabalhos. Também é uma comunidade, onde as pessoas visitam e avaliam seu portfolio, escrevem depoimentos, etc. Parece bem interessante, acho que vale pelo menos a visita.
Estou num momento de transição. Minhas contas na internet estão todas meio paradas no momento. Mas prometo que em breve a coisa vai fluir, só preciso me organizar.
Também tive que deixar a minha cachorrinha Tofi na casa da minha mãe e está sendo difícil me acostumar. Sei que vai ser mais fácil sem ela aqui no meu apartamento (que é pequeno e tem mais 2 gatinhas), mas eu sinto tanta falta dela. Tão pequena, fofinha e bagunceira. XD
Na verdade, as gatas estão dominando a casa depois que ela foi embora. Até a Iris, que era anti social. Já está ousadinha, e deita no sofá de barriga pra cima pedindo carinho. Um mês atrás eu nem sonharia com uma coisa dessas. Enfim, vantagens e desvantagens, né? Mas que eu sinto saudades da ‘Topofi’, eu sinto. Mi.
Resolvi fazer uma coisa que não faço há algum tempo… indicar alguns sites/blogs que eu gosto e/ou acompanho nos meus feeds. Colocarei links variados, que tenho achado bem legais. Na minha opinião, ok? Gosto não se discute, mas se você entra aqui e lê meu blog, acho que vai gostar também, pois são coisas que me inspiram. Enfim… vamos lá. =D
My Sour Sally – Um site de propaganda de um Frozen Yogurt na Indonésia. Mas é tão fofo e interativo que você realmente tem vontade de tomar o tal iogurte. E ficar brincando com a bonequinha no balão por horas.
It’s Nice That - Coisas legais divididas em categorias: arte, moda, ilustração, etc. Um blog de designer, com referências pra vida… rs.
My Magazines – Leia revistas importadas e nacionais na íntegra (inclusive com as publicidades).
Graphic Exchange – Mais um blog de design FODA. A seleção de trabalhos é muito boa. O único problema é que não tem feed.
Design Sponge – Também sobre design, mas inclui artesanato, decoração, produtos, etc. Atualizam várias vezes ao dia, bem legal.
Joshua Hoffine – Esse cara faz umas fotos sinistras, viu. E diz que é tudo na raça, sem nenhum photoshop! Tudo com maquiagem, montagem e efeitos de câmera true old school. ME-DO!
Cute Overload – Pra contrastar com o link acima, esse aqui é realmente uma overdose de fofura. Sério, cuidado pra não abraçar o seu monitor. Alto índice de oooooohn.

