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	<title>Caneta Nanquim &#187; Trabalho</title>
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	<description>Julia Cabral Portfolio</description>
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		<title>Vídeo Curso Abril</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 18:37:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Gostaria então de mostrar algo que já está pronto há um bom tempo, mas nunca cheguei a postar, porque é vídeo e eu sempre tinha preguiça de fazer upload no Youtube. Mas, enfim, tomei vergonha na cara e fiz! Uhul! Nico e o Terrível T-Rex Esse é o vídeo final para o Curso Abril de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria então de mostrar algo que já está pronto há um bom tempo, mas nunca cheguei a postar, porque é vídeo e eu sempre tinha preguiça de fazer upload no Youtube. Mas, enfim, tomei vergonha na cara e fiz! Uhul!</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=KEWEas8KTq4"><span style="font-weight: bold;">Nico e o Terrível T-Rex</span></a><br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/KEWEas8KTq4&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/KEWEas8KTq4&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><span class="fullpost"><br />
Esse é o vídeo final para o <a href="http://cursoabril.abril.com.br/oqueecurso/oquecurso.shtml">Curso Abril de Jornalismo</a>, que fiz no início do ano. Era uma animação para um canal do site da <a href="http://recreionline.abril.com.br/home/index.shtml">Revista Recreio</a>. Basicamente é uma animacão sobre um garoto que pode desenhar coisas na sua tablet (!) e elas criam vida. Logicamente a história é bem mais complexa, ele tem amigos, família, existem outros personagens, houveram vários outros roteiros, mas esse acabou virando o projeto. Enfim&#8230; espero que curtam. =)<br />
Eu fiz desenho de personagem e cenários. A animação e storyboard é do meu amigo Samir Carvalho, que também desenhou personagens. O roteiro é do Filipe Vilicic e Francisco Passarelli, argumento de Gisela Blanco e do Samir. O design das outras peças do projeto é do Alberto Lins (ele também me ajudou com o &#8216;look&#8217; dos personagens, o <span style="font-style: italic;">character design</span>). Na verdade, todos palpitamos na história e no roteiro, mas esse são os créditos oficiais. <img src='http://www.canetananquim.com/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' />  E a trilha sonora foi montada pelo incrível Daniel Zimmerman (que já tocou com o AFI em seus primórdios! hihi^^).</span></p>
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		<title>Ciência contra o Crime</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Oct 2008 15:50:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É nesse joguinho pro site da revista Super Interessante que tenho trabalhado nas últimas semanas. Hoje ele finalmente ficou pronto e está todo no ar. É algo meio CSI, onde você recolhe pistas para desvendar um crime que foi apresentado nas páginas da revista desse mês. Mas não precisa ler a revista para jogar. Eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://2.bp.blogspot.com/_ynxdbl76USA/SOZAZ3VaaZI/AAAAAAAAARE/lZ3w5jmaagY/s1600-h/tela.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5252956828468930962" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ynxdbl76USA/SOZAZ3VaaZI/AAAAAAAAARE/lZ3w5jmaagY/s320/tela.jpg" border="0" alt="" /></a><span class="fullpost"><br />
É nesse joguinho pro site da revista <a href="http://super.abril.com.br/">Super Interessante</a> que tenho trabalhado nas últimas semanas. Hoje ele finalmente ficou pronto e está todo no ar. É algo meio CSI, onde você recolhe pistas para desvendar um crime que foi apresentado nas páginas da revista desse mês. Mas não precisa ler a revista para jogar. Eu fiz o design de parte da cena 4 e da toda a cena 5.</span></p>
<p>Acessem: <a href="http://super.abril.com.br/jogos/crime/index.shtml">http://super.abril.com.br/jogos/crime/index.shtml</a></p>
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		<title>Essa vida de freela II</title>
		<link>http://www.canetananquim.com/blog/2008/09/essa-vida-de-freela-ii/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Sep 2008 17:20:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Complementando o último post, sobre ser freelancer. Muita gente tem dificuldade em calcular quanto cobrar por um trabalho. O ideal, eu acho, é cobrar por hora. Se você sabe mais ou menos quantas horas vai gastar para fazer aquele determinado trabalho, você multiplica pelo seu preço de hora e tem um valor estimado. Mas sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Complementando o último post, sobre ser freelancer.</p>
<p>Muita gente tem dificuldade em calcular quanto cobrar por um trabalho. O ideal, eu acho, é <span style="font-weight: bold;">cobrar por hora</span>. Se você sabe mais ou menos quantas horas vai gastar para fazer aquele determinado trabalho, você multiplica pelo seu preço de hora e tem um valor estimado. Mas sempre cobre a mais, porque 100% dos clientes vão querer barganhar esse valor.<br />
<span class="fullpost"><br />
Pra calcular o custo da sua hora, você deve somar TODAS as suas despesas básicas (material, luz, internet), e a partir daí, colocar seu preço em cima. Se sua hora básica custa 10 reais (ou seja, 10 reais pagam todas as suas despesas naquela hora), você vai cobrar 10 + X, sendo X o seu salário. Se você cobrar 10, vai trabalhar de graça, pois isso vai cobrir apenas despesas que você já teve para fazer aquele trabalho (espero não estar sendo redundante).</span></p>
<p>Vamos dar um exemplo: você tem que fazer um desenho, que você sabe que vai te tomar cerca de 2 horas. Você cobraria 20 reais (horas básicas) + 100 reais (valor do trabalho em si &#8211; 50 reais a hora, seu salário) + 30 reais (valor de negociação), que dá um total de 150 reais. Se o cliente chorar, você faz 140. Se chorar mais, você faz 130. Aí ele vai querer 120 e você fecha o negócio pelo valor apropriado. Não estou dizendo que esses são os valores que você vai cobrar de verdade. Apenas você, e mais ninguém, sabe o valor da sua hora, e do seu trabalho.</p>
<p><span style="font-weight: bold; font-style: italic;">Update:</span><span style="font-style: italic;"> Esse valor de hora básica só vale se você trabalha em casa e usa seu próprio material. Existem empresas que contratam freelas e os chamam para trabalhar na própria estrutura, e já têm um valor fixo de hora ou dia para esses profissionais. Cabe a você decidir se esse valor vale a pena para aceitar o trabalho.</span></p>
<p>Se optar <span style="font-weight: bold;">cobrar por trabalho</span>, você pode fazer uma tabela de preços com as coisas mais comuns que as pessoas te pedem, e cobrar mais ou menos de acordo com a complexidade/tipo de trabalho. Mas, no mesmo caso da hora, sempre cobre aquele mínimo de despesas e a margem extra para negociar.</p>
<p>Mais alguma diquinhas básicas de sobrevivência:</p>
<p>- Um desenho para o logo da lojinha da esquina, vale bem menos que um para a campanha da Coca-Cola. Assim como um texto para o jornal do bairro, vale menos que um para a Folha de São Paulo. <span style="font-weight: bold;">Tenha em mente o tipo de cliente na hora de colocar um preço</span>.</p>
<p>- Não adianta um valor muito alto pra um cliente que não tem como te pagar, mas também não aceite trabalhar por qualquer coisa, apenas para trabalhar. Lembre-se que você precisa do cliente, mas ele precisa mais de você. Nada mais frustrante que ralar igual um condenado e receber mixaria. <span style="font-weight: bold;">Trabalhar por &#8216;divulgação&#8217; é furada</span> (a não ser que você esteja fazendo um favor para um amigo ou um projeto pessoal, trabalhar de graça não vale o stress). Até porque, empresas sérias pagam pelos trabalhos, mesmo que não os usem.</p>
<p>- <span style="font-weight: bold;">Nunca pegue algo que você não dá conta de fazer</span>, mesmo que o cliente pague bem. Honre seus compromissos. Se não você queima seu filme, e perde um bom cliente que poderia te chamar mais vezes.</p>
<p>- Não adianta querer pegar grandes clientes sem <span style="font-weight: bold;">ter um trabalho realmente bom</span>, e conhecido (é por isso que um desenho do Ziraldo vale mais que o meu).</p>
<p>- Se o cliente quer<span style="font-weight: bold;"> nota fiscal</span>, lembre-se que você pagará impostos (e deve incluí-los no custo do seu trabalho).</p>
<p>- Se o prazo é apertado e você terá que virar a noite, <span style="font-weight: bold;">cobre adicional noturno</span>.</p>
<p>- Algo que será publicado uma vez, custa bem menos que algo que será publicado várias vezes, ou em uma tiragem bem maior. <span style="font-weight: bold;">Saiba negociar os direitos de reprodução da sua imagem/texto</span>, ou que for. E tenha isso registrado por escrito em contrato. Se não você faz um desenho para sair num canto de página, ele aparece na capa, e você não recebe nada a mais por isso.</p>
<p>- <span style="font-weight: bold;">Nunca (repito, NUNCA) entregue seus originais para um cliente</span>. Ele está pagando pela criação e reprodução da imagem, não pela obra original. Se você quiser vender seus originais, cobre um preço à parte, como se vendesse uma obra de arte.</p>
<p>- Se um cliente não gostou do seu trabalho, e pediu para você mudar (e acredite, ele VAI PEDIR), <span style="font-weight: bold;">engula o orgulho e MUDE</span> . Você está fazendo algo pra ele, e não pra você. Mas lembre-se de incluir um certo número de mudanças no orçamento escrito, para que ele não abuse desse recurso (lógico que mudanças mínimas podem ser feitas de graça). A partir desse número, cobre um adicional a cada mudança pedida. Isso evita mudanças desnecessárias &#8216;só pra ver como vai ficar&#8217;. Se o cliente quer que você refaça o trabalho, você pode pedir um adiantamento antes de mudar, porque se não, corre o risco dele simplesmente desistir de você e não querer te pagar.</p>
<p>- Seja gente boa, aceite críticas, saiba argumentar, mas sem parecer arrogante. O cara pode ser o maior idiota do mundo, mas ele está te pagando, certo? Coloque-se no lugar dele: se você estivesse contratando alguém pra trabalhar pra você, talvez você agisse igual. E mesmo que você nunca mais vá trabalhar com ele, tente manter boas relações, ou ele pode falar mal de você para outro cliente em potencial.</p>
<p><span style="font-weight: bold; font-style: italic;">Update 2:</span><span style="font-style: italic;"> Dois sites indicados pela Julia Morena, em comentário no post anterior, que podem dar uma ajudinha: </span><a style="font-style: italic; font-weight: bold;" href="http://freelanceswitch.com/">freelanceswitch.com</a><span style="font-style: italic;"> (em inglês, mas tem tudo que um freela possa precisar, inclusive ofertas de trabalho no mundo todo) e </span><a style="font-style: italic; font-weight: bold;" href="http://www.efetividade.net/">efetividade.net</a><span style="font-style: italic;"> (várias dicas para otimizar seu trabalho ou facilitar sua vida profissonal &#8211; em casa ou em escritório). Dei uma olhada neles, sem me aprofundar muito, mas acho que ambos merecem uma visita.</span></p>
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		<title>Essa vida de freela</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 15:24:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esses dias eu li uma matéria na revista Gloss, e depois a Tati fez um post no blog dela sobre ser freelancer. A princípio, parece uma coisa boa: trabalhar em casa, fazer seus horários&#8230; mas também tem seus problemas, como trabalho num mês e no outro não, nenhuma garantia trabalhista, atrasos no pagamento. Por isso, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esses dias eu li uma matéria na revista <a href="http://gloss.abril.com.br/">Gloss</a>, e depois a <a href="http://tativianablog.blogspot.com/2008/09/consultora-de-ilustradores.html">Tati</a> fez um post no blog dela sobre ser freelancer. A princípio, parece uma coisa boa: trabalhar em casa, fazer seus horários&#8230; mas também tem seus problemas, como trabalho num mês e no outro não, nenhuma garantia trabalhista, atrasos no pagamento. Por isso, antes de largar seu emprego &#8216;normal&#8217; e seguir como freela, é necessário ter alguns cuidados.</p>
<p><a href="http://freelanceswitch.com/"><img style="width: 260px; height: 187px;" src="http://freelanceswitch.com/images/freelancer_1.gif" border="0" alt="" /></a><br />
<span style="font-style: italic;">Charge: <a href="http://freelanceswitch.com/">freelanceswitch.com</a></span><br />
<span class="fullpost"><br />
- Um bom portfolio fala mais que mil palavras. Tenha sempre uma boa amostra (sempre os MELHORES) de seus trabalhos, e mantenha-se atualizado. <span style="font-weight: bold;">Não coloque no portfolio trabalhos que você não quer fazer</span> e seja coerente no tipo de trabalho mostrado para cada cliente. Não adianta mostrar página de quadrinhos de super herói para agências de publicidade, ou ilustrações adultas para editoras infantis.</span></p>
<p>- <span style="font-weight: bold;">Ter uma poupança é fundamental</span>. Você precisa se manter até receber o primeiro pagamento, certo? Por isso, faça as contas de quanto você precisa para viver em um mês e junte o dobro disso. Só assim você estará seguro caso o primeiro pagamento demore. Tem empresas que só pagam 30 dias após o recebimento do trabalho, ou te colocam na folha de pagamento do próximo mês. Trabalhos para órgãos públicos, podem demorar até 2 meses. Por isso, ter uma grana guardada é algo necessário. E não só para começar. Guarde sempre o que &#8216;sobrar&#8217;, para meses que o trabalho for escasso.</p>
<p>- Lembre-se que freelancers não têm nenhuma garantia trabalhista do governo. <span style="font-weight: bold;">É bom recolher INSS por sua conta</span>, nem que seja o mínimo. Caso você sofra um acidente e não possa trabalhar mais, pelo menos um salário mínimo de pensão está garantido. Fora que um dia você poderá se aposentar.</p>
<p>- Algo MUITO importante: <span style="font-weight: bold;">organize seu tempo</span>. Tenha hora para acordar, pra começar e para parar. A não ser que seja algo muito urgente e você precise virar uma noite, não faça disso sua rotina. E tente não ficar de pijama o dia todo. Você está em casa, mas não está de férias.</p>
<p>- Faça contratos com seus clientes. <span style="font-weight: bold;">Não aceite nada no boca a boca</span>. Faça orçamentos, imprima ou envie por e-mail para o cliente aprovar, sempre por escrito. Tenha TUDO registrado. E sempre coloque data de validade no seu orçamento (até 30 dias).</p>
<p>- <span style="font-weight: bold;">Acerte muito bem as datas de entrega do trabalho e de pagamento</span>. Dependendo do serviço, cobre uma parte adiantado. Acerte preço de modificações no trabalho fora do combinado. Você pode comprar um gerador de boleto bancário para enviar para os clientes com vencimento na data marcada para o pagamento. Daí, caso ele atrase, o banco cobrará multa e juros. Alguns cliente exigem nota fiscal do serviço, veja se você tem condições de oferecer isso (é necessário abrir empresa, ou usar a de alguém que você conheça, e claro, pagar impostos).</p>
<p>- Se quiser tirar férias,<span style="font-weight: bold;"> se organize com antecedência</span>, junte dinheiro, e procure tirar a folga em uma época do ano em que você seja menos procurado (para não acabar perdendo um trabalho bom ou um cliente).</p>
<p>Bom, essas são as minha dicas, pelo que já vivi, e por vários amigos que trabalham como freelas. Espero ajudar alguém com elas. Não, eu não trabalho mais como freela, eu sou designer auxiliar do site da revista Super Interessante. Mas nunca se sabe o dia de amanhã, né? hehe</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Update: </span>passeando no google eu achei esse site <a href="http://www.freela.com.br/">freela.com.br</a>, onde vários profissionais freelas colocam seus portfolios diponíveis por categorias e há várias ofertas de trabalhos. Também é uma comunidade, onde as pessoas visitam e avaliam seu portfolio, escrevem depoimentos, etc. Parece bem interessante, acho que vale pelo menos a visita.</p>
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		<title>Designeeeeeer</title>
		<link>http://www.canetananquim.com/blog/2008/08/designeeeeeer/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 18:16:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Recebi um e-mail da Carol, me perguntando sobre minha jornada como designer, e resolvi transformar em post. =) Eu formei em Design Gráfico na UEMG em dezembro de 2006. Trabalhei a maior parte do tempo fazendo interfaces em Flash, desenhos e animações pra web (como consta no meu currículo). Daí no final de 2007 eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://2.bp.blogspot.com/_ynxdbl76USA/SKCEaCm30kI/AAAAAAAAAPI/NnGvo13N22Y/s1600-h/IMG_3459.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233328349915894338" style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ynxdbl76USA/SKCEaCm30kI/AAAAAAAAAPI/NnGvo13N22Y/s200/IMG_3459.jpg" border="0" alt="" /></a>Recebi um e-mail da <a href="http://www.fotolog.com/_korova_">Carol</a>, me perguntando sobre minha jornada como designer, e resolvi transformar em post. =)</p>
<p>Eu formei em Design Gráfico na UEMG em dezembro de 2006. Trabalhei a maior parte do tempo fazendo interfaces em Flash, desenhos e animações pra web (como consta no meu <a href="http://canetananquimbio.blogspot.com/search/label/.%20%3A%20%3A%20Curr%C3%ADculo">currículo</a>). Daí no final de 2007 eu me inscrevi para o <a href="http://cursoabril.abril.com.br/oqueecurso/oquecurso.shtml">Curso Abril de Jornalismo</a>, passei na seleção, me mudei pra SP e fiz o curso. O trabalho de conclusão foi uma animação para o site da revista Recreio.<br />
<span class="fullpost"><br />
Depois desse curso eu fiquei na Editora Abril como <span style="font-style: italic;">trainee</span> de design, e agora trabalho em diagramação de revistas e peças publicitárias. Trabalhei 3 meses na revista Capricho (veja meu <a href="http://flickr.com/photos/juliacabral/sets/72157605976774876/">portfolio no Flickr</a>) e agora trabalho na Abril Coleções (no momento, com a Cinemateca Veja).<br />
Eu arranjei meu primeiro estágio no segundo período de faculdade, e a partir daí, fui montando portfolio, correndo atrás de oportunidades, e as coisas foram acontecendo. No momento estou meio focada no programa de <span style="font-style: italic;">trainee</span>, mas eu queria fazer uma <a href="https://academico.faap.br/faap_pos/cursos/pos/cursos/des_tec_digital.asp">especialização em Design Digital na Faap</a>, espero que ano que vem (vai depender de diverso$ fatore$).<br />
O mercado de design é imenso&#8230; é preciso focar no que se quer fazer, e ir em frente. Procurar se especializar, montar um portfolio bacana com aquilo no qual pretende trabalhar e ir atrás dos lugares que podem te oferecer tais oportunidades.<br />
Obviamente que os primeiros trabalhos não serão aqueles &#8216;dos sonhos&#8217; (ou serão, vai que dá sorte, né?), mas sempre é uma chance para crescer e aprender, ou no mínimo adicionar mais algumas coisas no portfolio, até chegar onde quer.<br />
E duas dicas importantes (pode parecer clichê, mas é verdade): NÃO SE ACOMODE e não desista NUNCA! Se não estiver satisfeito com o seu trabalho, procure outra coisa. Não deixe aquela grana certa no fim do mês te impedir de correr atrás de algo melhor! Você não precisa pedir demissão para procurar, certo? Esteja sempre com seu portfolio atualizado para possíveis entrevistas.<br />
Eu trabalho desde 2002 e não fiquei mais de um ano em nenhum estágio. Sempre corri atrás de algo diferente quando achava que o trabalho tinha estagnado no aprendizado, e mudei sempre que me apareceu uma oportunidade nova. Aproveite o tempo da faculdade, ele serve para você estudar e ganhar experiência. Se você ficar 4 anos fazendo estágio no mesmo lugar, isso pode matar seu currículo. A não ser que você trabalhe num lugar onde você realmente goste e se desenvolva, e que exista a oportunidade REAL de você ser contratado depois que acabar o estágio (porque se não, acaba seu contrato, te dispensam e colocam outro estagiário no seu lugar).<br />
Terminou a faculdade? Hora de enfrentar o mundo real&#8230; e sem experiência e um bom portfolio, você não consegue um bom emprego/trabalho freela. Se você tiver um portfolio chulé, será contratado por uma empresa chulé, com salário chulé, para trabalhos chulé (com clientes piores que chulé). Portanto, invista em você e na sua formação profissional DIREITO. E isso não vale somente pra designers.</span></p>
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		<item>
		<title>Contratar um bom designer? Não, sai caro demais…</title>
		<link>http://www.canetananquim.com/blog/2007/12/contratar-um-bom-designer-nao-sai-caro-demais%e2%80%a6/</link>
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		<pubDate>Wed, 19 Dec 2007 22:58:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Matéria do Webinsider Muitos clientes preferem poupar a diferença entre contratar um designer competente e um operador de software para criar gráficos e ilustrações. Em muitos casos é uma decisão errada. Por Caroline Fülep Nos últimos meses ouvi questionamentos sobre o motivo pelo qual deveria ser contratado um designer. Para nossos ouvidos é uma pergunta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://webinsider.uol.com.br/index.php/2007/12/17/contratar-um-bom-designer-nao-sai-caro-demais/">Matéria do Webinsider</a></p>
<p><span style="font-weight: bold;">Muitos clientes preferem poupar a diferença entre contratar um designer competente e um operador de software para criar gráficos e ilustrações. Em muitos casos é uma decisão errada.</span></p>
<p><span style="font-style: italic;">Por <a href="http://fulepdesign.blogspot.com/">Caroline Fülep</a></span><br />
<span class="fullpost"><br />
Nos últimos meses ouvi questionamentos sobre o motivo pelo qual deveria ser contratado um designer. Para nossos ouvidos é uma pergunta que parece já ter vinda ao mundo respondida e justificada.</span></p>
<p>Não existe esta dúvida para quem já conhece o poder de um bom projeto de design. Mas não é bem assim fora da nossa estilosa redoma de cristal colorido.</p>
<p>Para todos os outros, é comum a confusão entre designer e alguém que sabe operar softwares gráficos. Os computadores estão aí, para quem quiser experimentar, assim como os lápis de cor, as tintas, os grafites. Ferramentas que se vestem do repertório de quem as opera.</p>
<p>Esta é a hora de exercitar alguns fundamentos do design. Desmembrar esta resposta é tarefa do designer que sabe muito bem o que é capaz de fazer.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Para personificar um produto/serviço</span></p>
<p>Uma lata com um rótulo prateado, letras finas e manuscritas, pode lembrar uma bebida light (devido às letras suaves) e sofisticada (pela cor da prata). Um rótulo preto com texto azul em caixa alta pode indicar um produto energético e resistente, devido aos elementos fortes e associados à vida noturna. Um logotipo de cimento com excesso de entreletras pode passar a impressão de um produto frágil, que não une como deveria.</p>
<p>O design tem como objetivo falar com o público na língua que ele entende. Alguém precisa apresentar quem é aquele produto e dizer o que ele faz de melhor.<br />
Para criar identidade</p>
<p>Quando uma empresa contrata um designer para fazer um site, não está pagando por meia dúzia de desenhos ou pelo tratamento de fotografias. Paga pela construção de uma imagem neste meio de comunicação. Se a empresa deseja transmitir tecnologia, tradição ou simplicidade, é baseado nisto que o designer vai começar a trabalhar.</p>
<p>Diferente de muitos serviços, o design gráfico costuma ser um trabalho único, pensado exclusivamente para aquele cliente em cima das suas reais necessidades de comunicação.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Para passar credibilidade</span></p>
<p>Se o principal jornal do país adotasse tipologia divertida para reportar a crise no Oriente Médio, a notícia teria certamente outro impacto. Não seria levada à sério.<br />
Para equilibrar técnica e estética</p>
<p>Designer não é nem um técnico, nem um artista. É ele que equilibra estas duas áreas para atender algum objetivo, geralmente comercial.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Para inspirar confiança</span></p>
<p>Um banco que apresenta seus extratos desorganizados e logotipo sem padrão nas suas aplicações pode estar dizendo que guarda assim o dinheiro de seus clientes. Um designer pode fazer da apresentação de um banco um exemplo de segurança ou apresentar uma amostra gratuita de desorganização.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Para agregar valor</span></p>
<p>Alguns bombons de uma conhecida doceria não teriam o mesmo valor se viessem embalados em simples saquinhos plásticos sem rótulo. Se eles têm qualidade e tradição, precisam ter tratamento à altura na embalagem. O mesmo vale para produtos desconhecidos que ainda precisam ser testados. Uma apresentação de qualidade seduz qualquer consumidor ávido por novidades.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Para facilitar a vida</span></p>
<p>Já reparou como é simples chegar em algum lugar quando há placas indicando o caminho? Sinalização bem feita usa a tipologia com a melhor leitura à distância em cores que contrastam com o ambiente. O mesmo vale para as embalagens que facilitam o uso do produto, como os refrigerantes que aposentaram há muito tempo o abridor de garrafas.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Para vender</span></p>
<p>Se um projeto de design é capaz de atender a todos os itens anteriores, vender é só uma conseqüência. Um produto, uma solução, uma idéia. Um bom designer serve, entre tantos outros motivos, para realizar o mais íntimo desejo da sociedade do consumo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Imagens alheias não são brinquedo</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jul 2007 14:12:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenho, Design]]></category>
		<category><![CDATA[Na Web]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[desenho]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[uso indevido de imagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Recebi uma &#8220;denúncia&#8221; do Paulo Fernandes /vetor_aceno, nos comentários do meu fotolog: &#8220;Olá! Estava pelo orkut (&#8230;) e eu reconheci a imagem do perfil dessa menina, ela usa uma foto sua (&#8230;). Acredito estarmos envolvidos na mesma profissão, sou estudante de Design Gráfico e sei como é chato alguém usar uma imagem nossa. Não sei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi uma &#8220;denúncia&#8221; do Paulo Fernandes <a href="http://fotolog.com/vetor_aceno">/vetor_aceno</a>, nos comentários do meu fotolog:</p>
<p><span style="font-style: italic;">&#8220;Olá! Estava pelo orkut (&#8230;) e eu reconheci a imagem do perfil dessa menina, ela usa uma foto sua (&#8230;).</span><span style="font-style: italic;"> Acredito estarmos envolvidos na mesma profissão, sou estudante de Design Gráfico e sei como é chato alguém usar uma imagem nossa. Não sei se de repente vc conheçe essa garota, mas de qualquer modo, resolvi te avisar&#8230;&#8221;</span><br />
<span class="fullpost"><br />
Gente, eu vou falar pra vcs: muitas imagens são colocadas na internet todos os dias. Mas elas não surgem do nada. Alguém teve o trabalho de fazer aquela imagem, seja tirando uma foto, desenhando, passando horas no photoshop. O fato de vc ter achado uma imagem na internet, ou ter recebido uma foto ou desenho por e-mail, msn, etc., mesmo que vc não saiba quem é o autor, NÃO te dá o direito de usá-la como bem entender sem dar os devidos créditos e muito menos se apropriar dela dizendo que é sua. ISSO É ERRADO!</span></p>
<p>As imagens que eu coloco na internet são imagens que eu uso para mostrar meus trabalhos, e infelizmente eu não tenho controle de quem as pega e usa, mas geralmente as pessoas têm o mínimo de educação de me pedir, ME CREDITAR, e me dizer para qual fim estão usando. Utilizar uma imagem ou qualquer obra alheia sem permissão é violar direitos de propriedade intelectual e direitos autorais.</p>
<p>Então, se vc não quer que eu vá atrás de vc até o inferno para torturar sua alma por ter usado uma imagem minha sem permissão, não custa nada me pedir.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Caminhando&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2007 15:41:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assuntos Aleatórios]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Diária]]></category>

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		<description><![CDATA[Esses dias comecei a me concentrar em coisas que estou descobrindo que gosto (!!!) e finalmente estou querendo começar a achar um rumo para as coisas que faço. Mas, ainda assim, o que mais me incomoda, de verdade, é ter (no caso, não ter) apoio da minha família pra seguir o caminho que escolho. Sei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esses dias comecei a me concentrar em coisas que estou descobrindo que gosto (!!!) e finalmente estou querendo começar a achar um rumo para as coisas que faço. Mas, ainda assim, o que mais me incomoda, de verdade, é ter (no caso, não ter) apoio da minha família pra seguir o caminho que escolho. Sei lá, minha mãe parece que se importa com o que quero, mas a única coisa que ela me cobra é eu ter um emprego estável e que dê grana, mesmo que não me deixe satisfeita. <span class="fullpost">Sei lá, tenho horror a essa sociedade que cobra que pra sermos bem sucedidos temos que ter muito dinheiro. E eu não acho isso&#8230; prefiro um emprego que eu realmente goste que pague 2 mil do que um emprego que eu odeie e que pague 10 mil. As pessoas não entendem que satisfação é mais importante do que grana. Mas, obviamente, o ideal seria ganhar bem por algo que gosto de fazer.<br />
</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Para desenhistas, ilustradores e afins</title>
		<link>http://www.canetananquim.com/blog/2007/03/pra-desenhistas-ilustradores-e-afins/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2007 18:26:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenho, Design]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[desenho]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[freela]]></category>
		<category><![CDATA[ilustração]]></category>

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		<description><![CDATA[Achei isso no fotolog da Fernanda Chiella, e achei interessante postar e divulgar para o máximo de pessoas possíveis. É um texto deveras importante pra quem trabalha ou quer trabalhar com Ilustração. Esse é mais específico para autores, mas também serve para a clientela. O texto foi adaptado por Anderson Souza, Lucas de Abreu e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Achei isso no fotolog da <a href="http://www.fotolog.com/fernandachiella">Fernanda Chiella</a>, e achei interessante postar e divulgar para o máximo de pessoas possíveis.</p>
<p class="MsoNormal">É um texto deveras importante pra quem trabalha ou quer trabalhar com Ilustração. Esse é mais específico para autores, mas também serve para a clientela. O texto foi adaptado por <strong>Anderson Souza, Lucas de Abreu e Moá</strong>. E não, o texto não é direcionado a nenhuma ocorrência ou pessoa específica, antes que alguém se ofenda.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span style="font-weight: bold;">Vivendo e aprendendo</span><br />
<span style="font-weight: bold;">Adaptado livremente do </span><a style="font-weight: bold;" href="http://wen-m.deviantart.com/journal/11633153/">texto original</a><span style="font-weight: bold;"> por </span><a style="font-weight: bold;" href="http://wen-m.deviantart.com/">Wen-M</a><span style="font-weight: bold;"> </span>
</p>
<p class="MsoNormal">Cada vez aparecem mais oportunidades em listas de discussão procurando “artistas” para qualquer coisa. Dos serviços gráficos aos quadrinhos ou publicidade. Mais pessoas estão se vendo na necessidade de contratar o serviço de um ilustrador. Mas o que não estão fazendo, infelizmente, é imaginar quão raro alguém com estes talentos particulares pode ser.</p>
<p class="MsoNormal">Quantas pessoas você conhece, pessoalmente, com o talento e a habilidade para executar os serviços você necessita? Uma dúzia? Meia dúzia? Uma pessoa? Nenhuma? Mais do que provavelmente, você não conhece nenhuma. Se não, não existiriam as vagas nas listas de discussão e sites afins. Mas esta não é realmente uma surpresa. Nos Estados Unidos, por exemplo, para cada ilustrador profissional há dois neuro-cirurgiões. Há onze vezes mais mecânicos certificados do que ilustradores. Há setenta vezes mais trabalhadores em tecnologia da informação do que, adivinhe&#8230; ilustradores.</p>
<p class="MsoNormal">Assim, visto que esses são profissionais raros, e conseqüentemente em menor quantidade no mercado, faria sentido pedir que um mecânico conserte seu carro de graça? Você conseguiria, por exemplo, ir até uma concessionária e &#8220;comprar&#8221; o último modelo disponível, zero quilômetro, argumentando que o seu pagamento seria a possibilidade de &#8220;divulgação&#8221; porque você dirige o veículo por aí? Você ofereceria a um neuro-cirurgião a “oportunidade” de adicionar seu nome a seu &#8220;portfólio&#8221; como o pagamento para remover um tumor no seu cérebro? Talvez você pudesse oferecer “uns trocados” pelos “materiais” utilizados. Que pechincha! Mas felizmente, as coisas funcionam de uma maneira muito diferente disso e nenhuma dessas alternativas seriam consideradas plausíveis por pessoas sensatas.</p>
<p class="MsoNormal">Ilustradores são profissionais que estudaram, treinaram e trabalharam por anos pra aprimorar suas técnicas, assim como os médicos, engenheiros e advogados. Assim, considerando-os dessa forma, lidando com eles desta maneira, qualquer tratamento que se dê sem o total respeito e reconhecimento do seu trabalho é, além de um insulto, uma irracionalidade. O ilustrador segue regras, como nas profissões previamente citadas. São regras comerciais, financeiras, administrativas, contábeis, legais, éticas e até mesmo pessoais. É um negociador do melhor produto que ele pode dispor: seu próprio talento.</p>
<p class="MsoNormal">Coisas que todos deveriam saber:</p>
<p class="MsoNormal">- Não é uma &#8220;grande oportunidade&#8221; para um profissional ter seu trabalho visto em sua revista (ou website, parede do escritório, etc). É uma &#8220;grande oportunidade&#8221; pra quem contrata ter esses trabalhos lá.</p>
<p class="MsoNormal">- Não é inteligente procurar um &#8220;estudante&#8221; ou &#8220;iniciante&#8221; para obter mão-de-obra barata ou até mesmo gratuita. É insultante. Não para o profissional, mas para o próprio aprendiz. Eles podem estar &#8220;aprendendo&#8221;, mas não significa dizer que não devem ser pagos pelo seu trabalho. Todos foram &#8220;aprendizes&#8221; algum dia. Até mesmo você.</p>
<p class="MsoNormal">- A chance de ter seu nome em algo que vai ser visto por outras pessoas, não importa em quantos lugares nem quantas vezes, não é um incentivo válido. Muito menos &#8220;agregar valor ao portfólio&#8221;. Profissionais fazem isso todo o tempo, todos os dias, logo após serem pagos por seu trabalho. Não é uma recompensa. É o seu direito.</p>
<p class="MsoNormal">- Não pense que está dando ao profissional a &#8220;grande chance de trabalho&#8221;. Assim que ele olhar um pouco melhor a sua proposta, vai aceitar a de alguém que valoriza seu próprio negócio ou produto e conhece a importância de bem remunerar quem cuida da sua imagem.</p>
<p class="MsoNormal">- É fato que há mais trabalhos precisando de profissionais talentosos do que pessoas que possuem tais habilidades.</p>
<p class="MsoNormal">- Aprendizes precisam, certamente, de experiência. Mas não precisam, em absoluto, literalmente doar os seus trabalhos. Na verdade, não sendo devidamente remunerados, eles não estão aprendendo uma parte da profissão essencialmente necessária. Se experiência e domínio são exigidos, deve-se estar preparado pra pagar pelos serviços que serão recebidos. A única lição que se aprende trabalhando de graça é: “Nunca trabalhe de graça”.</p>
<p class="MsoNormal">- Última, mas não menos importante: Alguns clientes poderão solicitar &#8220;trabalhos para consideração&#8221;. Algumas vezes parecendo &#8220;concursos&#8221;. Na grande maioria dos casos, não passam de aproveitadores à procura de profissionais que submetam seus trabalhos a fim de &#8220;vencer&#8221; o &#8220;concurso&#8221; ou &#8220;serem escolhidos&#8221; para algum serviço. Muitas vezes, além dos concursos não pagarem, ou não pagarem o suficiente, se apropriam livremente dos direitos autorais da obra, ou ainda encontram alguém para &#8220;trabalhar&#8221;, alguém &#8220;incrivelmente barato&#8221; porque não tem talento ou originalidade no que faz, reproduzindo sempre as mesmas coisas, os mesmos trabalhos, ou até mesmo fazendo algumas pequenas modificações nos trabalhos de outros para entitulá-los como trabalho original. Ninguém será pago. Ninguém &#8220;vence o concurso&#8221;. As únicas pessoas que ganham são as que, inescrupulosamente, fazem esses anúncios. Nos Estados Unidos chama-se &#8220;Spec-Work&#8221; (de especulação). No mínimo uma grande perda de tempo, e no máximo uma grande dor de cabeça.</p>
<p class="MsoNormal">Evitem pessoas que não têm a intenção de pagar por trabalho. Não importa se uma &#8220;grande empresa&#8221; ou apenas um conhecido que precisa de um &#8220;rabisco&#8221; na parede do quarto. Eles precisam de você. Diga não à arte gratuita. Valorize sua profissão e seu longo processo de aprendizado.</p>
<p class="MsoNormal">Para aqueles que procuram alguém para trabalhar de graça: Acorde e junte-se ao mundo real. Não prejudique a si mesmo e aos seus companheiros de profissão.</p>
<p class="MsoNormal" style="font-weight: bold;">E mais algumas considerações sobre o texto feitas pela Fernanda Chiella, respondendo a comentários, as quais eu concordo (fiz algumas adaptações tirando algumas palavras “impróprias”, hehe).</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal" style="font-style: italic;">“Todo mundo precisa de trabalho, mas o que eu quis dizer foi referente a quem não quer pagar mesmo. O lance é que ilustração mexe muito, bem dizer DEMAIS com o ego. Daí o que acontece é que o &#8216;contratante&#8217; (ou só &#8216;tratante&#8217; no caso) infla tanto o seu ego com &#8216;ah, mas você vai aparecer na capa&#8217; ou &#8216;ah, mas todo mundo vai ver seu trabalho&#8230; eu já disse que amo o teu estilo?&#8217; &#8230; que você acaba esquecendo que foi ele que veio até você primeiro! E que sem a sua arte, a capa seria uma folha branca com textos de chamada, a camiseta não teria estampa, o jogo não teria gráficos, etc. Enfim, tem gente que aceita trabalhar de graça&#8230; por ego!”</p>
<p class="MsoNormal" style="font-style: italic;">“Elogio é bom e todo mundo gosta, mas ficar acostumado e acomodado nunca é bom. Mesmo sempre sabendo que vou ser uma eterna aprendiz, eu mesma já fiquei bem prostituta da face quando vieram me criticar nas primeiras vezes, mas agora já estou mais relax (espero).”</p>
<p class="MsoNormal" style="font-style: italic;">“Quando ninguém quer pagar pelos trabalhos porque acham muito caro, alguns clientes dizem aquela frase clássica &#8220;Ah! Meu sobrinho pode fazer de graça ele gosta de desenhar também&#8221;. Pra esse tipo de frase eu tenho uma resposta bem legal. Peça pro seu sobrinho fazer então. Eu poderia mencionar que o seu sobrinho &#8220;provavelmente&#8221; não passa horas sentado numa cadeira estudando e praticando religiosamente desenho, que ele só desenha &#8216;por diversão&#8217; &#8216;quando quer&#8217;, que ele não tem a mínima preocupação com prazos, contratos e demais burocracias, nunca ouviu falar em direito autoral, e é bem provável que o motivo dele cobrar tão barato seja porque ele mora com os pais e não precisa pagar as contas nem as próprias cuecas também. Por isso que pra ele o custo do desenho é &#8216;de graça&#8217; e ele pode cobrar pouco. Se não por alguma dessas razões, por todas. Mas quem sou eu pra falar&#8230; quando o serviço final ficar a porcaria que &#8220;provavelmente&#8221; vai ficar, não venha reclamar pra mim.”</p>
<p class="MsoNormal" style="font-style: italic;">
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