Posts da tag ‘dicas’

16
10 09
Arquivado em Entretenimento, Vida Diária às 00:34 por Julia

Pois é, esse blog já está parado há muito tempo, né? Tá na hora de tomar vergonha e voltar a postar. Está certo que as atualizações de layout e portfolio ainda não foram realizadas (e sabe-se lá quando vão ser, admito). Mas achei melhor voltar mesmo assim,  se não vou acabar desaprendendo a escrever (não que eu seja assim, uma escritora e tals… haha).

Como post de “reestreia” [ainda não me acostumei com a ideia de que ideia e estreia não têm mais acento! XD], resolvi falar de algum assunto específico, pra não acabar me embanando em coisas inúteis.

Semana passada eu fui para o FIQ, Festival Internacional de Quadrinhos que acontece bienalmente em Belo Horizonte. Confesso que no começo eu acabei achando que ir pro FIQ seria apenas mais uma desculpa pra ficar morgando na casa da minha mãe em BH, mas o evento acabou sendo mais proveitoso do que eu imaginava.

Primeiro, porque pude comprar quadrinhos. Fazia um bom tempo eu eu não lia uma revista nova… aliás, fazia tempos que minha vida estava despovoada de leituras fora da tela do computador (preciso dar um jeito nisso… já tou com uma pilha de livros e quadrinhos em fila pra eu ler na sequência – e “sequência” sem trema, oe). No evento pude finalmente comprar Umbrella Academy em português, vários fanzines e quadrinhos nacionais independentes, mais alguns clássicos como Nova York do Will Eisner (que na verdade foi pra coleção do meu pai).

De volta...

Algumas aquisições do FIQ

Segundo, porque pude rever vários amigos e conhecidos de Belo Horizonte e conhecer outras pessoas incríveis, de BH e de outros lugares do Brasil (fotos no flickr).

E terceiro pelo evento em si, já que haviam várias exposições legais, bate-papos, oficinas e afins (veja todas as fotos no flickr). Fora haviam muitos artistas da área presentes no evento, seja dando autógrafos, palestras ou simplesmente marcando presença lá, o que foi bem legal (e eu, pra variar, exercitei meu lado tiete algumas vezes, haha).

Expo do Batman

Exposição do Batman

Mundo Canini

Mundo Canini

Ou seja, no geral, foi uma viagem bem proveitosa. Até porque minha mãe sempre aproveita que vou pra BH pra marcar médico, dentista, cabelereiro…^^

Enfim… não é a intenção do meu post avaliar o FIQ como evento (até porque, deve ter mil blogs e sites que fizeram isso… o que mais tinha lá era gente fazendo cobertura, tinha até MTV e Rede Globo), mas sim dar a minha impressão pessoal. Esse é meu primeiro post em meses, não cobrem muito… XD

Mas então… acho que esse era mais um post pra dizer que voltei do que qualquer outra coisa. Espero ter assuntos mais relevantes à medida que eu for aquecendo minha cabeça. O importante (ou não) é que estou de volta. :)

16
10 08
Arquivado em Na Web às 14:02 por Julia

Eu sempre gostei de crafts, artesanado, culinária, coisas feitas à mão, etc. E um dia lendo o blog do .faso (.marcamaria), eu descobri um blog muito legal, o Superziper. São duas amigas, Cláudia e Andrea. Uma escrevendo de Londres e a outra de São Paulo, sobre diversas coisas: costura, tricô, comidinhas, fofurices, bonecas, lojas bacanas, customizações, etc.
Gostei tanto tanto, que coloquei nos meus feeds do Google Reader e leio os posts novos todos os dias. E de vez em quando ainda fico fuçando nos arquivos e sempre acho algo legal.
Esses dias convidaram uma blogueira para postar lá, a Emy Kuramoto, do Tofu Studio. A Emy faz chapéus, carteiras e bolsas lindíssimas, com acabamento primoroso e tecidos escolhido a dedo. Ela fez vários posts bacanas, mas teve um que me chamou particularmente a atenção:
‘Divagações sobre o que é ser crafter e porque consumir crafts’.

Ela fala sobre a idéia errada que as pessoas costumam ter de quem trabalha com artesanado, costura e afins. Como se alguém só pudesse fazer isso por falta de opção, e não por escolha, e porque isso te faz feliz.
Eu acho que esse texto resume muito bem como eu me sinto em relação a isso… e um pouco da minha vontade de largar tudo e viver de fazer as minhas coisas, sabe? Quem tiver interesse, leia, vale muito a pena. =) Se não, pelo menos visitem a loja da Emy ou outro artigos do Superziper.

13
10 08
Arquivado em Assuntos Aleatórios, Vida Diária às 14:29 por Julia


De vez em quando eu me aventuro na cozinha. Na verdade, eu cozinho com frequência, mas de vez em quando eu resolvo testar algumas receitas novas. Esses cupcakes ficaram particularmente bons. Não ficaram assim, bonitos (eles cresceram mais que a forminha… devia ter colocado menos massa… hehe), mas estavam bem gostosos.^^ E coloridos. Peguei a receita daqui. =)

Tags: , ,
10
10 08
Arquivado em Beleza, Moda, Compras às 16:22 por Julia

Esse vai ser um post fútil e grande para meninas. Mas enfim… você só vai ler se quiser, certo?^^

Eu não era muito ligada em maquiagem ou em cosméticos em geral. Sempre tinha um pózinho Elke, um estojinho de sombras de 7 reais comprado num camelô e dois batonzinhos da Avon para aqueles eventos especiais, como casamentos e formaturas. Todas as vezes que comprei lápis de olho, rímel e afins, eles venciam antes de chegarem na metade. Mal mal usava hidratante e filtro solar, porque minha pele sempre foi meio sensível a depilações e sol, porque se não, nem isso. Confesso que já tentei ficar sem hidratante usando só sabonete Dove (obviamente não funcionou… rs). E por fim, um protetor labial para os dias de lábio ressecado no inverno.

Unhas feitas? Hum… deve ter ido na manicure umas 5 vezes na vida, em ocasiões especiais. Nunca me dei bem com esmalte (o maldito nunca durava mais de 2 dias sem descascar). Acabei aprendendo a cuidar eu mesma das minhas unhas (o que se resume a empurrar a cutícula, aparar as pelinhas, cortar e lixar. Base, uma vez ao ano… ^^). Até os meu cabelos eram descuidadinhos. Como são muito lisos, com fios grossos e pesados, eles nunca ficam efetivamente feios ou maltratados… mas a oleosidade, o frizz, volume sem controle (e, às vezes, caspa naqueles dias nervosos de tpm) sempre me incomodavam. Mas também, era shampoo Seda pra cabelos oleosos, condicionador e só.

Tudo isso obviamente foi mudando de uns anos pra cá. Percebi que quando eu achava o cosmético certo pra algo que me incomodava, a minha pele ficava bem melhor do que simplesmente tacar creme Nívea em todos os lugares. Com os cabelos, idem. Foram meses testando as coisas que se encaixavam melhor pro meu tipo e necessidades em cada parte do corpo. Nem que fosse ganhando alguns produtos de presente, usando, e depois percebendo ‘como eu vivi até hoje sem isso?’

Na verdade, antes eu não tinha dinheiro pra comprar todos os produtos que uso hoje, e era meio pão dura com isso também. Comprava o creme de 5 reais ao invés do de 10, mesmo ele sendo melhor. Mas hoje, isso mudou! haha.

Minha primeira ‘paixão’ foram os produtos anti-frizz. Meodeos, porque eles não existiam na minha adolescência? rs O problema é que eles são inimigos de cabelos oleosos. Portanto, tenho que equilibrar shampoo pra cabelos oleosos com anticaspa na raiz (no momento, continuo com o Seda Citric Fresh mesmo, associado com o Biorene anticaspa), e condicionador com efeito liso (Seda Liso Perfeito), mais creme para pentear controle de volume (Elséve, da L’Oreal) nas pontas. Uma vez na semana passo um restaurador (Advanced Techniques da Avon), mais por desencargo de consciência, porque nunca tive pontas duplas, graças a deus. =P

No corpo, desisti do Nívea. Mesmo o de pele sensível tinha uma textura e absorção que não eram boas em mim. Troquei pelo Johnsson’s Baby Milk. Mas agora, somente nos braços. No rosto eu usava um creme para pele oleosa (Natura Todo Dia, de Yogut Natural), mas essa semana comprei um novo, matificante redutor de brilho (Dramatically Different Moisturizing Gel da Clinique), associado com um protetor solar (Neutrogena Ultra-Sheer Dry Touch, que não meleca a pele e tem toque seco após o uso).

No quadril/glúteo resolvi testar um anti-celulite (Cellu-Sculpt da Avon), e achei muito bom. Melhorou bastante e textura da pele. Usei dois tubos e agora vou tentar um novo (Perfect Slim da L’Oreal). No abdomen estou usando um gel firmador (Cellu-Shape, da Mary Kay – esse é caaaaro, só uso porque ganhei). Nas pernas, varia do dia… quando depilo uso um creme calmante com azuleno (não lembro a marca) e nos outros dias uso um com soja (Neutrogena Body Care Pêlos Menos Visíveis). E nos pézitos, que às vezes ficam bem ressecados, um hidratante vegetal refrescante (da Tracta). Ou seja, de um creminho mais ou menos, agora uso uns 8 produtos diferentes… Mas em compensação, minha pele está 1000% melhor, principalmente a do rosto e do glúteo.

Agora, a maquiagem… de cara limpa eu passei a me maquiar todos os dias, em níveis diferentes, obviamente. A ‘culpa’ principal, foi o meu trabalho pra Capricho. Fiquei 3 meses numa redação onde todas as meninas eram muito fashion, falando sempre sobre moda e beleza, maquiadas e arrumadinhas. Ok, meio fútil, mas quando você começa a conviver com pessoas sempre arrumadas, você (no caso, eu) que só lava o rosto de manhã e sai de casa com apenas um gloss na boca, parece meio et quando chega no trabalho.^^

Mas o principal é que, eu percebi que uma make básica te deixa com uma cara muuuuuito melhor e saudável, sem precisar carregar. Um corretor pra olheiras (uso a Color Trend Base em Bastão da Avon), uma base pra conter o brilho (Matte Cashmere Fond de Teint Fondant Poudré Pó-base da L’Oreal – essa é ‘A’ base), um batonzinho (Color Trend da Avon ou gloss Natura Aquarela, a cor varia com a roupa, pra ver o que combina) e um blush duo (Contém 1g Rosa Vintage Opaco/Fabuloso Cintilante ou True Color Blush em Pó Ultrafino Bronze da Avon).

Para os dias mais glam, uso um rímel efeito 3D (Contém 1g), que dá uma alongada/avolumada nos cílios, lápis de olho preto (retrátil, da Natura Única) com sombra em mousse (Contém 1g) ou compactas (Aquarela da Natura), alguns batons com um pouco mais de cor (Perfect Wear Batom Ultrafixação ou Ultra Color Rich Batom Extra Volume da Avon).

Não virei uma obsecada por maquiagem. Tenho o básico e algumas frescurinhas. Muitas coisas (assim, muitas mesmo) eu ganhei no mar de lama da Capricho* e aprendi a usar. Inclusive coisas que eu nunca pensei em comprar, como base spray para pernas e lápis para lábios.

*O mar de lama é algo que rola a cada 6 meses, quando distribuem entre as pessoas da redação produtos do acervo da revista (roupas, sapatos e cosméticos). Eu só participei do de cosméticos.

Depois de alguns testes, eu praticamente fiquei entre 3 marcas boas e com preço acessível: Natura, Contém 1g e Avon. Exceto a base, que uso a da L’Oreal. Da Natura eu remomendo a linha Única. É a mais cara, mas é muito melhor que as outras. O pó, lápis de olho e sombras duram muito na pele. A Aquarela é mais para o dia a dia, e a única coisa que gosto mesmo são os gloss. Batons da Natura eu nunca usei. A Contém 1g tem sombras e lápis com mil cores e texturas diferentes, delineador em caneta (quero!) e o único blush rosado que combinou com meu tom de pele ( o famoso branco leite azedo… preciso tomar sol, ok). Já a Avon, tem coisas boas e baratas, lindas cores de batom (inclusive o ultra fixante, que realmente dura horrores na boca, mesmo com beijos do namorado na balada! Dá pra misturar com outros batons, que aumentam a durabilidade) e é a única que dá pra comprar pela internet com míseros 2,50 de frete. Pra comprar Contém 1g tem que ir na loja (mas você pode ver o catálogo de produtos no site, e ver onde tem a loja mais pertinho), e Natura tem que arranjar uma revendedora (sempre tem uma no prédio, ou na rua, na manicure, no trabalho, mas enfim…).

Claro que, se você pode comprar make da M.A.C., Clinique, Lancome, a qualidade é bem superior, mas pagar 150 reais num blush é pra poucas. XD Por enquanto eu simplesmente dou 25 reais num da Avon que resolve meu problema… rs

Espero não ter sido chata e que o post tenha tido alguma utilidade. =P

24
09 08
Arquivado em Desenho, Design, Trabalho às 15:20 por Julia

Complementando o último post, sobre ser freelancer.

Muita gente tem dificuldade em calcular quanto cobrar por um trabalho. O ideal, eu acho, é cobrar por hora. Se você sabe mais ou menos quantas horas vai gastar para fazer aquele determinado trabalho, você multiplica pelo seu preço de hora e tem um valor estimado. Mas sempre cobre a mais, porque 100% dos clientes vão querer barganhar esse valor.

Pra calcular o custo da sua hora, você deve somar TODAS as suas despesas básicas (material, luz, internet), e a partir daí, colocar seu preço em cima. Se sua hora básica custa 10 reais (ou seja, 10 reais pagam todas as suas despesas naquela hora), você vai cobrar 10 + X, sendo X o seu salário. Se você cobrar 10, vai trabalhar de graça, pois isso vai cobrir apenas despesas que você já teve para fazer aquele trabalho (espero não estar sendo redundante).

Vamos dar um exemplo: você tem que fazer um desenho, que você sabe que vai te tomar cerca de 2 horas. Você cobraria 20 reais (horas básicas) + 100 reais (valor do trabalho em si – 50 reais a hora, seu salário) + 30 reais (valor de negociação), que dá um total de 150 reais. Se o cliente chorar, você faz 140. Se chorar mais, você faz 130. Aí ele vai querer 120 e você fecha o negócio pelo valor apropriado. Não estou dizendo que esses são os valores que você vai cobrar de verdade. Apenas você, e mais ninguém, sabe o valor da sua hora, e do seu trabalho.

Update: Esse valor de hora básica só vale se você trabalha em casa e usa seu próprio material. Existem empresas que contratam freelas e os chamam para trabalhar na própria estrutura, e já têm um valor fixo de hora ou dia para esses profissionais. Cabe a você decidir se esse valor vale a pena para aceitar o trabalho.

Se optar cobrar por trabalho, você pode fazer uma tabela de preços com as coisas mais comuns que as pessoas te pedem, e cobrar mais ou menos de acordo com a complexidade/tipo de trabalho. Mas, no mesmo caso da hora, sempre cobre aquele mínimo de despesas e a margem extra para negociar.

Mais alguma diquinhas básicas de sobrevivência:

- Um desenho para o logo da lojinha da esquina, vale bem menos que um para a campanha da Coca-Cola. Assim como um texto para o jornal do bairro, vale menos que um para a Folha de São Paulo. Tenha em mente o tipo de cliente na hora de colocar um preço.

- Não adianta um valor muito alto pra um cliente que não tem como te pagar, mas também não aceite trabalhar por qualquer coisa, apenas para trabalhar. Lembre-se que você precisa do cliente, mas ele precisa mais de você. Nada mais frustrante que ralar igual um condenado e receber mixaria. Trabalhar por ‘divulgação’ é furada (a não ser que você esteja fazendo um favor para um amigo ou um projeto pessoal, trabalhar de graça não vale o stress). Até porque, empresas sérias pagam pelos trabalhos, mesmo que não os usem.

- Nunca pegue algo que você não dá conta de fazer, mesmo que o cliente pague bem. Honre seus compromissos. Se não você queima seu filme, e perde um bom cliente que poderia te chamar mais vezes.

- Não adianta querer pegar grandes clientes sem ter um trabalho realmente bom, e conhecido (é por isso que um desenho do Ziraldo vale mais que o meu).

- Se o cliente quer nota fiscal, lembre-se que você pagará impostos (e deve incluí-los no custo do seu trabalho).

- Se o prazo é apertado e você terá que virar a noite, cobre adicional noturno.

- Algo que será publicado uma vez, custa bem menos que algo que será publicado várias vezes, ou em uma tiragem bem maior. Saiba negociar os direitos de reprodução da sua imagem/texto, ou que for. E tenha isso registrado por escrito em contrato. Se não você faz um desenho para sair num canto de página, ele aparece na capa, e você não recebe nada a mais por isso.

- Nunca (repito, NUNCA) entregue seus originais para um cliente. Ele está pagando pela criação e reprodução da imagem, não pela obra original. Se você quiser vender seus originais, cobre um preço à parte, como se vendesse uma obra de arte.

- Se um cliente não gostou do seu trabalho, e pediu para você mudar (e acredite, ele VAI PEDIR), engula o orgulho e MUDE . Você está fazendo algo pra ele, e não pra você. Mas lembre-se de incluir um certo número de mudanças no orçamento escrito, para que ele não abuse desse recurso (lógico que mudanças mínimas podem ser feitas de graça). A partir desse número, cobre um adicional a cada mudança pedida. Isso evita mudanças desnecessárias ‘só pra ver como vai ficar’. Se o cliente quer que você refaça o trabalho, você pode pedir um adiantamento antes de mudar, porque se não, corre o risco dele simplesmente desistir de você e não querer te pagar.

- Seja gente boa, aceite críticas, saiba argumentar, mas sem parecer arrogante. O cara pode ser o maior idiota do mundo, mas ele está te pagando, certo? Coloque-se no lugar dele: se você estivesse contratando alguém pra trabalhar pra você, talvez você agisse igual. E mesmo que você nunca mais vá trabalhar com ele, tente manter boas relações, ou ele pode falar mal de você para outro cliente em potencial.

Update 2: Dois sites indicados pela Julia Morena, em comentário no post anterior, que podem dar uma ajudinha: freelanceswitch.com (em inglês, mas tem tudo que um freela possa precisar, inclusive ofertas de trabalho no mundo todo) e efetividade.net (várias dicas para otimizar seu trabalho ou facilitar sua vida profissonal – em casa ou em escritório). Dei uma olhada neles, sem me aprofundar muito, mas acho que ambos merecem uma visita.

23
09 08
Arquivado em Desenho, Design, Trabalho às 13:24 por Julia

Esses dias eu li uma matéria na revista Gloss, e depois a Tati fez um post no blog dela sobre ser freelancer. A princípio, parece uma coisa boa: trabalhar em casa, fazer seus horários… mas também tem seus problemas, como trabalho num mês e no outro não, nenhuma garantia trabalhista, atrasos no pagamento. Por isso, antes de largar seu emprego ‘normal’ e seguir como freela, é necessário ter alguns cuidados.


Charge: freelanceswitch.com

- Um bom portfolio fala mais que mil palavras. Tenha sempre uma boa amostra (sempre os MELHORES) de seus trabalhos, e mantenha-se atualizado. Não coloque no portfolio trabalhos que você não quer fazer e seja coerente no tipo de trabalho mostrado para cada cliente. Não adianta mostrar página de quadrinhos de super herói para agências de publicidade, ou ilustrações adultas para editoras infantis.

- Ter uma poupança é fundamental. Você precisa se manter até receber o primeiro pagamento, certo? Por isso, faça as contas de quanto você precisa para viver em um mês e junte o dobro disso. Só assim você estará seguro caso o primeiro pagamento demore. Tem empresas que só pagam 30 dias após o recebimento do trabalho, ou te colocam na folha de pagamento do próximo mês. Trabalhos para órgãos públicos, podem demorar até 2 meses. Por isso, ter uma grana guardada é algo necessário. E não só para começar. Guarde sempre o que ‘sobrar’, para meses que o trabalho for escasso.

- Lembre-se que freelancers não têm nenhuma garantia trabalhista do governo. É bom recolher INSS por sua conta, nem que seja o mínimo. Caso você sofra um acidente e não possa trabalhar mais, pelo menos um salário mínimo de pensão está garantido. Fora que um dia você poderá se aposentar.

- Algo MUITO importante: organize seu tempo. Tenha hora para acordar, pra começar e para parar. A não ser que seja algo muito urgente e você precise virar uma noite, não faça disso sua rotina. E tente não ficar de pijama o dia todo. Você está em casa, mas não está de férias.

- Faça contratos com seus clientes. Não aceite nada no boca a boca. Faça orçamentos, imprima ou envie por e-mail para o cliente aprovar, sempre por escrito. Tenha TUDO registrado. E sempre coloque data de validade no seu orçamento (até 30 dias).

- Acerte muito bem as datas de entrega do trabalho e de pagamento. Dependendo do serviço, cobre uma parte adiantado. Acerte preço de modificações no trabalho fora do combinado. Você pode comprar um gerador de boleto bancário para enviar para os clientes com vencimento na data marcada para o pagamento. Daí, caso ele atrase, o banco cobrará multa e juros. Alguns cliente exigem nota fiscal do serviço, veja se você tem condições de oferecer isso (é necessário abrir empresa, ou usar a de alguém que você conheça, e claro, pagar impostos).

- Se quiser tirar férias, se organize com antecedência, junte dinheiro, e procure tirar a folga em uma época do ano em que você seja menos procurado (para não acabar perdendo um trabalho bom ou um cliente).

Bom, essas são as minha dicas, pelo que já vivi, e por vários amigos que trabalham como freelas. Espero ajudar alguém com elas. Não, eu não trabalho mais como freela, eu sou designer auxiliar do site da revista Super Interessante. Mas nunca se sabe o dia de amanhã, né? hehe

Update: passeando no google eu achei esse site freela.com.br, onde vários profissionais freelas colocam seus portfolios diponíveis por categorias e há várias ofertas de trabalhos. Também é uma comunidade, onde as pessoas visitam e avaliam seu portfolio, escrevem depoimentos, etc. Parece bem interessante, acho que vale pelo menos a visita.

15
03 07
Arquivado em Desenho, Design, Trabalho às 16:26 por Julia

Achei isso no fotolog da Fernanda Chiella, e achei interessante postar e divulgar para o máximo de pessoas possíveis.

É um texto deveras importante pra quem trabalha ou quer trabalhar com Ilustração. Esse é mais específico para autores, mas também serve para a clientela. O texto foi adaptado por Anderson Souza, Lucas de Abreu e Moá. E não, o texto não é direcionado a nenhuma ocorrência ou pessoa específica, antes que alguém se ofenda.

Vivendo e aprendendo
Adaptado livremente do texto original por Wen-M

Cada vez aparecem mais oportunidades em listas de discussão procurando “artistas” para qualquer coisa. Dos serviços gráficos aos quadrinhos ou publicidade. Mais pessoas estão se vendo na necessidade de contratar o serviço de um ilustrador. Mas o que não estão fazendo, infelizmente, é imaginar quão raro alguém com estes talentos particulares pode ser.

Quantas pessoas você conhece, pessoalmente, com o talento e a habilidade para executar os serviços você necessita? Uma dúzia? Meia dúzia? Uma pessoa? Nenhuma? Mais do que provavelmente, você não conhece nenhuma. Se não, não existiriam as vagas nas listas de discussão e sites afins. Mas esta não é realmente uma surpresa. Nos Estados Unidos, por exemplo, para cada ilustrador profissional há dois neuro-cirurgiões. Há onze vezes mais mecânicos certificados do que ilustradores. Há setenta vezes mais trabalhadores em tecnologia da informação do que, adivinhe… ilustradores.

Assim, visto que esses são profissionais raros, e conseqüentemente em menor quantidade no mercado, faria sentido pedir que um mecânico conserte seu carro de graça? Você conseguiria, por exemplo, ir até uma concessionária e “comprar” o último modelo disponível, zero quilômetro, argumentando que o seu pagamento seria a possibilidade de “divulgação” porque você dirige o veículo por aí? Você ofereceria a um neuro-cirurgião a “oportunidade” de adicionar seu nome a seu “portfólio” como o pagamento para remover um tumor no seu cérebro? Talvez você pudesse oferecer “uns trocados” pelos “materiais” utilizados. Que pechincha! Mas felizmente, as coisas funcionam de uma maneira muito diferente disso e nenhuma dessas alternativas seriam consideradas plausíveis por pessoas sensatas.

Ilustradores são profissionais que estudaram, treinaram e trabalharam por anos pra aprimorar suas técnicas, assim como os médicos, engenheiros e advogados. Assim, considerando-os dessa forma, lidando com eles desta maneira, qualquer tratamento que se dê sem o total respeito e reconhecimento do seu trabalho é, além de um insulto, uma irracionalidade. O ilustrador segue regras, como nas profissões previamente citadas. São regras comerciais, financeiras, administrativas, contábeis, legais, éticas e até mesmo pessoais. É um negociador do melhor produto que ele pode dispor: seu próprio talento.

Coisas que todos deveriam saber:

- Não é uma “grande oportunidade” para um profissional ter seu trabalho visto em sua revista (ou website, parede do escritório, etc). É uma “grande oportunidade” pra quem contrata ter esses trabalhos lá.

- Não é inteligente procurar um “estudante” ou “iniciante” para obter mão-de-obra barata ou até mesmo gratuita. É insultante. Não para o profissional, mas para o próprio aprendiz. Eles podem estar “aprendendo”, mas não significa dizer que não devem ser pagos pelo seu trabalho. Todos foram “aprendizes” algum dia. Até mesmo você.

- A chance de ter seu nome em algo que vai ser visto por outras pessoas, não importa em quantos lugares nem quantas vezes, não é um incentivo válido. Muito menos “agregar valor ao portfólio”. Profissionais fazem isso todo o tempo, todos os dias, logo após serem pagos por seu trabalho. Não é uma recompensa. É o seu direito.

- Não pense que está dando ao profissional a “grande chance de trabalho”. Assim que ele olhar um pouco melhor a sua proposta, vai aceitar a de alguém que valoriza seu próprio negócio ou produto e conhece a importância de bem remunerar quem cuida da sua imagem.

- É fato que há mais trabalhos precisando de profissionais talentosos do que pessoas que possuem tais habilidades.

- Aprendizes precisam, certamente, de experiência. Mas não precisam, em absoluto, literalmente doar os seus trabalhos. Na verdade, não sendo devidamente remunerados, eles não estão aprendendo uma parte da profissão essencialmente necessária. Se experiência e domínio são exigidos, deve-se estar preparado pra pagar pelos serviços que serão recebidos. A única lição que se aprende trabalhando de graça é: “Nunca trabalhe de graça”.

- Última, mas não menos importante: Alguns clientes poderão solicitar “trabalhos para consideração”. Algumas vezes parecendo “concursos”. Na grande maioria dos casos, não passam de aproveitadores à procura de profissionais que submetam seus trabalhos a fim de “vencer” o “concurso” ou “serem escolhidos” para algum serviço. Muitas vezes, além dos concursos não pagarem, ou não pagarem o suficiente, se apropriam livremente dos direitos autorais da obra, ou ainda encontram alguém para “trabalhar”, alguém “incrivelmente barato” porque não tem talento ou originalidade no que faz, reproduzindo sempre as mesmas coisas, os mesmos trabalhos, ou até mesmo fazendo algumas pequenas modificações nos trabalhos de outros para entitulá-los como trabalho original. Ninguém será pago. Ninguém “vence o concurso”. As únicas pessoas que ganham são as que, inescrupulosamente, fazem esses anúncios. Nos Estados Unidos chama-se “Spec-Work” (de especulação). No mínimo uma grande perda de tempo, e no máximo uma grande dor de cabeça.

Evitem pessoas que não têm a intenção de pagar por trabalho. Não importa se uma “grande empresa” ou apenas um conhecido que precisa de um “rabisco” na parede do quarto. Eles precisam de você. Diga não à arte gratuita. Valorize sua profissão e seu longo processo de aprendizado.

Para aqueles que procuram alguém para trabalhar de graça: Acorde e junte-se ao mundo real. Não prejudique a si mesmo e aos seus companheiros de profissão.

E mais algumas considerações sobre o texto feitas pela Fernanda Chiella, respondendo a comentários, as quais eu concordo (fiz algumas adaptações tirando algumas palavras “impróprias”, hehe).

“Todo mundo precisa de trabalho, mas o que eu quis dizer foi referente a quem não quer pagar mesmo. O lance é que ilustração mexe muito, bem dizer DEMAIS com o ego. Daí o que acontece é que o ‘contratante’ (ou só ‘tratante’ no caso) infla tanto o seu ego com ‘ah, mas você vai aparecer na capa’ ou ‘ah, mas todo mundo vai ver seu trabalho… eu já disse que amo o teu estilo?’ … que você acaba esquecendo que foi ele que veio até você primeiro! E que sem a sua arte, a capa seria uma folha branca com textos de chamada, a camiseta não teria estampa, o jogo não teria gráficos, etc. Enfim, tem gente que aceita trabalhar de graça… por ego!”

“Elogio é bom e todo mundo gosta, mas ficar acostumado e acomodado nunca é bom. Mesmo sempre sabendo que vou ser uma eterna aprendiz, eu mesma já fiquei bem prostituta da face quando vieram me criticar nas primeiras vezes, mas agora já estou mais relax (espero).”

“Quando ninguém quer pagar pelos trabalhos porque acham muito caro, alguns clientes dizem aquela frase clássica “Ah! Meu sobrinho pode fazer de graça ele gosta de desenhar também”. Pra esse tipo de frase eu tenho uma resposta bem legal. Peça pro seu sobrinho fazer então. Eu poderia mencionar que o seu sobrinho “provavelmente” não passa horas sentado numa cadeira estudando e praticando religiosamente desenho, que ele só desenha ‘por diversão’ ‘quando quer’, que ele não tem a mínima preocupação com prazos, contratos e demais burocracias, nunca ouviu falar em direito autoral, e é bem provável que o motivo dele cobrar tão barato seja porque ele mora com os pais e não precisa pagar as contas nem as próprias cuecas também. Por isso que pra ele o custo do desenho é ‘de graça’ e ele pode cobrar pouco. Se não por alguma dessas razões, por todas. Mas quem sou eu pra falar… quando o serviço final ficar a porcaria que “provavelmente” vai ficar, não venha reclamar pra mim.”

Mari Leonardelli & Blah!Comunicação